Narrativas de um acervo
Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília
Palavras-chave:
Brasília, Memória, Coleção Brasília, Patrimônio CulturalResumo
O presente artigo analisa a importância das coleções privadas no espaço público para a conformação da identidade cultural e da memória de Brasília. Toma-se como objeto de estudo a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, realizada no Museu de Arte de Brasília (MAB), que integra obras do acervo institucional à Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira. Fundamentado nos conceitos de Marc Bloch sobre a trajetória humana no tempo e nas diretrizes de ética museológica do ICOM e do IPHAN, o trabalho discute como artefatos, fotografias e objetos de pioneiros atuam como “dobradiças do tempo”, preenchendo a identidade modernista da capital com camadas simbólicas e vivências concretas. Destaca-se a singularidade do acervo, cuja marca foi concebida por Lucio Costa, e sua relevância como testemunho histórico da construção da nova capital. Conclui-se que a simbiose entre acervos públicos e privados, mediada pela curadoria e pelo acesso coletivo, é fundamental para o fortalecimento do sentimento de pertencimento e para a preservação do patrimônio cultural brasileiro do século XX.
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