Será a barbárie ou a atualização da teoria da dependência e a sina do desenvolvimento dependente-associado no mundo multilateral?
Palavras-chave:
Fernando Henrique Cardoso, Teoria da Dependência, Método Histórico-Estrutural, Democratização, Sociologia BrasileiraResumo
O presente texto analisa a evolução do pensamento do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, desde sua formação acadêmica na USP e a participação no histórico "Seminário de Marx" até sua atuação como Presidente da República. O autor, Carlos Michiles, utiliza a perspectiva da teoria crítica para explorar a tensão entre a ciência (intelectual) e a política (ação) na trajetória de Cardoso. Destaca-se o método histórico-estrutural e a aplicação heurística da dialética, evidenciados em obras fundamentais como Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional e Dependência e Desenvolvimento na América Latina. O artigo discute conceitos centrais como "desenvolvimento dependente-associado" e a "internacionalização do mercado interno", além de revisitar as polêmicas teóricas com intelectuais como Rui Mauro Marini e as convergências com o pensamento de Jürgen Habermas. Conclui-se que a obra de Cardoso buscou identificar as possibilidades de democracia e mudança social dentro dos limites impostos pela dependência e, posteriormente, pela globalização.
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